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5 melhores formas de pagar fornecedores no exterior [Guia completo]

Roberto Femat
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Trabalhar com fornecedores no exterior traz um conjunto único de desafios, como coordenar fusos horários e lidar com exigências alfandegárias e de envio. Mas uma das maiores dificuldades surge na hora de pagar, já que os pagamentos internacionais podem ser caros, lentos para liquidar e difíceis de acompanhar.

As empresas que pagam fornecedores no exterior por transferência bancária (wire) enfrentam uma taxa fixa de envio, de US$$ 25 a U$$ 65 nos principais bancos dos EUA, segundo um relatório da NerdWallet. Além disso, os bancos costumam aplicar uma margem de conversão de câmbio que varia conforme o banco e o par de moedas, muitas vezes não revelada até que o pagamento seja concluído.

As transferências bancárias também costumam levar de dois a seis dias úteis para liquidar, e os bancos correspondentes ao longo do caminho podem descontar suas próprias taxas antes de os fundos chegarem ao fornecedor.

Para tornar seus pagamentos internacionais mais tranquilos, este guia aborda as cinco melhores formas de pagar fornecedores no exterior, para que você possa escolher a mais adequada ao tamanho do seu pedido, ao prazo e às necessidades da sua equipe financeira.

Principais conclusões

  • As transferências bancárias custam mais do que aparentam inicialmente: uma vez somadas as taxas de intermediários e as margens de câmbio ocultas, as transferências bancárias são a opção comum mais cara desta lista.
  • As plataformas fintech digitais são mais transparentes: as taxas são menores do que as dos bancos, embora as margens de conversão de câmbio ainda possam reduzir a economia em pedidos grandes.
  • Os cartões servem para volume, não para valor: os cartões corporativos e virtuais são adequados para pagamentos menores e recorrentes, mas carregam algumas das maiores taxas percentuais.
  • As cartas de crédito trocam velocidade por segurança: elas protegem ambas as partes em pedidos grandes e pontuais, mas o envolvimento do banco e a papelada podem acrescentar dias ou semanas antes da liberação dos fundos.
  • A solução certa permite pagamentos rápidos a custos menores: a VelaFi liquida pagamentos a fornecedores em minutos no corredor LATAM-Ásia, com licenças de pagamento próprias, em vez de por meio de parceiros externos.

5 melhores formas de pagar fornecedores no exterior

Cada opção desta lista ajuda a mover dinheiro da conta de um comprador para a conta de um fornecedor no exterior, mas o custo, a velocidade e a papelada por trás dessa transferência variam bastante. Veja como as opções se comparam lado a lado.

MétodoDetalhamento do custo totalVelocidade usualIdeal para
Infraestrutura moderna de pagamentos transfronteiriços (VelaFi)Menor que transferências e cartões, sem taxas de bancos correspondentesMinutosPagamentos recorrentes a fornecedores em vários países
Transferência bancária (SWIFT)Taxa fixa de US$ 25–65 + margem de câmbio (variável)2 a 6 dias úteisPrimeiros pagamentos antes de configurar uma opção melhor
Plataformas fintech digitaisTaxas menores e mais transparentes que as dos bancos1 a 2 dias úteisPagamentos recorrentes a um conjunto limitado de países
Cartões corporativos e virtuais1% a 3% por transaçãoNo mesmo dia ou no dia seguintePagamentos pequenos e recorrentes a fornecedores que aceitam cartões
Cartas de crédito0,75% a 1,5%+ do valor da transação1 a 2 semanas para configurarPedidos grandes ou iniciais que exigem segurança no pagamento

Comparações apenas ilustrativas. As taxas, taxas de câmbio, disponibilidade e prazos de entrega reais variam conforme o provedor, o corredor, o tamanho da transação, o método de pagamento e a análise de conformidade.

1. Infraestrutura de pagamentos moderna feita para liquidação transfronteiriça

A infraestrutura moderna de pagamentos transfronteiriços pode reduzir a dependência das rotas de banca correspondente de múltiplos saltos ao combinar a liquidação digital com a banca local e os trilhos de pagamento em tempo real. Dependendo do corredor, os fornecedores podem receber moeda local (fiat) em suas contas bancárias existentes sem precisar administrar ativos digitais.

A VelaFi apoia os pagamentos a fornecedores na América Latina e na Ásia combinando a liquidação com stablecoins e os trilhos de pagamento locais. Por meio de uma única API, ela se conecta a redes como SPEI, Pix, PSE, ACH, Bre-B e COELSA, sujeito à disponibilidade por país, moeda, produto e corredor.

Os pagamentos são liquidados em minutos, e não em dias, e, para o fornecedor, a transação se parece com qualquer outro depósito bancário.Para ver mais de perto como o processo acontece em um dos corredores mais comuns, confira nosso guia sobre como pagar fornecedores na China a partir da América Latina.

2. Transferência bancária tradicional (SWIFT)

Apesar de algumas desvantagens evidentes, a transferência bancária tradicional ainda é o padrão para muitas empresas que pagam fornecedores no exterior. O banco do comprador envia as instruções pela rede SWIFT, e o pagamento normalmente passa por um ou mais bancos correspondentes antes de chegar à conta do fornecedor.

Cada banco correspondente na cadeia de pagamento pode descontar uma taxa, e nenhum deles a informa com antecedência. É por isso que o valor recebido pelo seu fornecedor costuma ser menor do que o enviado, mesmo depois de você ter pago a taxa de transferência anunciada.Os prazos de entrega podem ser afetados por horários de corte dos bancos, fins de semana, feriados, fusos horários, processamento dos bancos correspondentes, calendários de compensação locais e análises de conformidade.

Um pagamento enviado na sexta à tarde muitas vezes só se movimenta na segunda-feira, e o processamento no país de destino pode acrescentar mais um ou dois dias.

3. Plataformas fintech de transferência digital

As contas fintech multimoeda roteiam os pagamentos pelas redes bancárias locais em vez da cadeia completa de correspondentes, o que normalmente significa taxas menores e uma taxa de câmbio mais clara do que uma transferência tradicional. A maioria das plataformas mostra a taxa e o custo total antes de você enviar o pagamento.

O trade-off desse método aparece nos pagamentos maiores. As margens de conversão de câmbio que parecem pequenas em uma fatura de US$$ 2.000 se acumulam rapidamente em um pedido de U$$ 50.000, e nem toda plataforma cobre todos os países que uma base de fornecedores em crescimento pode exigir.

4. Cartões corporativos e virtuais

Os cartões podem funcionar bem para pagamentos a fornecedores menores ou ocasionais quando o fornecedor os aceita. Os cartões virtuais podem dar às equipes financeiras mais controle por meio de limites e regras de transação específicos por fornecedor. No entanto, os cartões podem ter taxas de transação internacional do emissor, e os fornecedores podem acrescentar sobretaxas de processamento de cartão.

Muitos cartões empresariais isentam as taxas de transação internacional, enquanto outros costumam cobrar cerca de 1%–3%. Limites de crédito, controles de fraude e a aceitação pelo fornecedor também podem tornar os cartões inadequados para faturas grandes.

5. Cartas de crédito

Uma carta de crédito funciona de forma diferente das outras opções aqui. Em vez de mover o dinheiro diretamente, o banco do comprador garante o pagamento ao fornecedor assim que os documentos acordados são apresentados, o que protege ambos os lados em pedidos grandes ou iniciais.

A proteção que esse método oferece tem um custo. As taxas de emissão costumam ir de 0,75% a 1,5% do valor da transação, e cobranças adicionais por alterações, manuseio de documentos e confirmação podem elevar o total bem acima dessa faixa. A configuração do processo também pode levar de uma a duas semanas antes de qualquer mercadoria ser enviada.

As cartas de crédito fazem sentido para pedidos grandes e pouco frequentes, em que a segurança importa mais do que a velocidade. Para os pagamentos recorrentes menores que muitos importadores fazem todo mês, elas não se encaixam tão bem.

Por que pagar em moeda local pode reduzir seus custos

O método de pagamento que você escolhe não é a única alavanca de custo. A moeda em que você paga também importa, e a maioria dos importadores nunca a negocia.

Quando um fornecedor fatura em USD, ele está absorvendo o risco de o dólar se mover contra a própria moeda antes de o pagamento ser concluído. Para cobrir esse risco, a maioria embute uma margem na fatura antes mesmo de você ver o total.

Pagar um fornecedor diretamente em pesos, reais ou yuans, sem uma etapa intermediária de conversão, mantém essa margem fora da sua fatura.

O que avaliar antes de escolher como pagar fornecedores no exterior

O método de pagamento certo depende do tamanho do pedido, da frequência com que você paga um fornecedor no exterior e de quanto risco cada lado está disposto a assumir. Antes de escolher uma abordagem, analise cada opção em relação aos seguintes fatores:

  • Custo total até o destino: o orçamento inicial de um provedor raramente reflete o custo total. Some a margem de conversão de câmbio, quaisquer descontos de bancos correspondentes e as taxas das bandeiras de cartão, quando aplicáveis. Um método que parece barato à primeira vista pode acabar custando mais quando o fornecedor informa o que realmente chegou à conta dele.
  • Previsibilidade da liquidação: pergunte se o provedor consegue informar o dia exato em que os fundos chegarão, e não um intervalo. "Dois a cinco dias úteis" é aceitável para uma recompra de rotina, mas pode virar um problema real quando um contêiner está parado no porto e o fornecedor não o libera até o pagamento ser concluído.
  • Atrito de documentação e conformidade: alguns países exigem documentação específica antes de os fundos poderem entrar, e um código faltando ou uma referência incorreta podem congelar um pagamento por dias, mesmo quando todo o resto está certo. Pergunte ao seu provedor como ele lida com isso antes de precisar da resposta, não depois que um pagamento travar.
  • Carga de conciliação: considere o que sua equipe financeira precisa fazer depois que o pagamento sai. Fazer login em portais bancários separados, conciliar faturas manualmente e correr atrás de confirmações de várias plataformas consomem tempo que um processo de conciliação mais limpo economizaria.

Nenhum fator tem o mesmo peso para todas as empresas. Uma empresa que faz um grande pedido por trimestre tem prioridades diferentes de uma que roda pagamentos de folha transfronteiriços em vários países toda semana.

Como a VelaFi apoia os pagamentos a fornecedores no exterior

A VelaFi foi criada para empresas que pagam fornecedores na LATAM e na Ásia. É uma plataforma de pagamentos transfronteiriços que combina liquidação rápida com as ferramentas de conformidade e conciliação que uma equipe financeira precisa antes de aprovar um novo provedor.

Veja o que você obtém:

  • Licenciamento direto: a VelaFi opera por meio de uma combinação de autorizações e registros regulatórios próprios e parcerias com entidades licenciadas e reguladas localmente. Sua atuação regulatória atual inclui o México; status de VASP e PSP na Argentina; registro como MSB nos EUA e a licença de transmissor de dinheiro aplicável; e registro na UIF no Peru. A autorização no Brasil está em andamento. A entidade responsável e o arranjo regulatório variam conforme o produto e a jurisdição.
  • Pagamentos em moeda local: seus fornecedores são pagos em moeda local (fiat) por trilhos como o SPEI no México ou o PIX no Brasil. O dinheiro chega à conta deles do mesmo jeito que qualquer outro depósito local, sem carteira cripto nem software novo do lado deles.
  • Conformidade feita para equipes financeiras: a VelaFi possui as certificações ISO 27001 e SOC 2 Type II, e sua plataforma inclui verificações KYB e AML junto com monitoramento contínuo de transações. Cada pagamento gera um registro claro para a contabilidade conferir.
  • Velocidade e alcance feitos para LATAM e Ásia: a VelaFi cobre mais de 200 países e regiões, liquida pagamentos em T+0 e reduz os custos de pagamento em até 80% em comparação com as transferências tradicionais.

Esses recursos ajudam a VelaFi a equilibrar velocidade e conformidade, que é o que mais importa ao escolher a rota de pagamento certa.Se os atrasos e os custos ocultos descritos acima soam familiares, fale com nossa equipe sobre a solução certa para os seus corredores específicos de pagamento a fornecedores.

Perguntas frequentes

Qual é a forma mais segura de pagar um fornecedor no exterior?

Para pedidos grandes ou iniciais, uma carta de crédito oferece proteção de pagamento com garantia bancária, embora venha com papelada e tempo de preparação.Para relacionamentos estabelecidos e recorrentes com fornecedores, a prioridade passa a ser velocidade, custo e rastreabilidade. Um provedor com triagem de conformidade integrada e um registro de transações claro e auditável, como a VelaFi, dá confiança em cada pagamento sem o atrito do financiamento comercial tradicional.

É mais barato pagar um fornecedor na moeda local dele ou em USD?

Na maioria dos casos, a moeda local é mais barata. Os fornecedores costumam embutir uma margem de risco cambial nas faturas em USD, muitas vezes de 5% a 10%, e pagar diretamente na moeda deles elimina essa margem.

Posso pagar um fornecedor no exterior com cartão de crédito?

Sim, se o fornecedor aceitar cartões. Esse método funciona bem para pagamentos ocasionais, mas as taxas por transação o tornam uma forma cara de pagar dezenas de fornecedores todo mês. Para esse volume, uma infraestrutura criada especificamente para liquidação transfronteiriça lida com os mesmos pagamentos a um custo menor.

Quanto tempo leva para pagar um fornecedor no exterior?

Depende do método. As transferências bancárias costumam levar de dois a seis dias úteis, os cartões liquidam no mesmo dia, e uma infraestrutura criada especificamente para pagamentos transfronteiriços, como a VelaFi, pode liquidar em minutos.

Aviso: Este guia é publicado pela VelaFi, uma das soluções discutidas. Comparamos cada método de pagamento usando os mesmos critérios declarados publicamente e vinculamos a fontes primárias ou oficiais sempre que possível. Custos, capacidades, licenciamento e disponibilidade por corredor podem mudar, por isso as empresas devem verificar os detalhes atuais antes de escolher um provedor.

Fontes:

  1. https://www.nerdwallet.com/banking/learn/wire-transfers-what-banks-charge
  2. https://www.bankrate.com/credit-cards/travel/a-guide-to-foreign-transaction-fees/
  3. https://gocardless.com/guides/posts/how-much-does-letter-credit-cost
  4. https://www.wsfsbank.com/resources/managing-hidden-currency-risk-in-your-supply-chain/