
ROI dos pagamentos com stablecoins: economia de custos e velocidade de liquidação
Os pagamentos internacionais podem custar mais do que a tarifa indicada no extrato bancário. Spreads cambiais e cobranças de intermediários aumentam os custos diretos, enquanto uma liquidação demorada pode imobilizar recursos ou ampliar a necessidade de pré-financiamento. A investigação, o acompanhamento e a conciliação de pagamentos também consomem tempo da equipe, acrescentando custos operacionais à transação.
Em sua pesquisa de junho de 2025, a EY-Parthenon informou que 41% dos 22 respondentes corporativos que utilizavam stablecoins haviam obtido uma redução de custos de 10% ou mais em comparação com métodos tradicionais de pagamento ou tesouraria. A EY associou essa economia principalmente a ganhos de eficiência nos pagamentos internacionais. Esses resultados foram declarados pelos próprios participantes de uma pequena amostra de usuários, e não constituem uma projeção para todas as empresas ou corredores de pagamento.
Este artigo explica como avaliar o ROI dos pagamentos com stablecoins, comparando a economia direta nos pagamentos, os benefícios da liquidação, os ganhos de capital de giro e a economia operacional com os custos de implementação e operação de uma rota de pagamento que utiliza stablecoins.
Principais pontos
- O ROI das stablecoins depende da rota de pagamento completa: Tarifas dos provedores, cobranças de intermediários, custos cambiais e de conversão, custos de on-ramp e off-ramp, taxas de rede, pagamentos locais e custos operacionais internos influenciam o resultado financeiro final.
- Uma liquidação mais rápida pode melhorar a eficiência do capital de giro: Um prazo menor para a entrega dos recursos de ponta a ponta pode reduzir os recursos em trânsito e a necessidade de pré-financiamento, mas uma transação rápida na blockchain, por si só, não gera esse benefício.
- O ROI deve se concentrar em benefícios mensuráveis: A economia direta nos pagamentos, os ganhos de capital de giro e a economia operacional devem entrar no cálculo quando seu valor financeiro puder ser comprovado.
- Pagamentos com stablecoins não são adequados a todas as empresas ou corredores: Exigências regulatórias, cobertura das rotas, complexidade operacional e riscos de infraestrutura podem limitar o valor comercial de uma rota de pagamento que utiliza stablecoins.
- A VelaFi conecta a liquidação com stablecoins ao restante do fluxo de pagamento: A VelaFi combina acesso a meios de pagamento locais, infraestrutura de compliance, conectividade via API e pagamentos em moeda fiduciária nas rotas atendidas na América Latina e na Ásia, permitindo que as empresas avaliem a rota completa de pagamento internacional, em vez de considerar apenas a etapa na blockchain.
Onde os pagamentos com stablecoins podem reduzir custos diretos
Os pagamentos com stablecoins podem reduzir custos diretos quando substituem etapas caras de uma rota internacional existente. A economia depende do percurso completo do pagamento, e não apenas da taxa da blockchain.
O BIS observa que a viabilidade econômica dos pagamentos internacionais com stablecoins pode variar quando são incluídos tarifas, spreads e os custos de on-ramp/off-ramp no cálculo.
O panorama dos custos diretos fica mais claro quando cada etapa da rota é examinada separadamente.
Tarifas de pagamento e de intermediários
Os pagamentos internacionais tradicionais podem passar por várias instituições financeiras antes de os recursos chegarem ao destinatário.
As cobranças podem incluir:
- Tarifas de envio ou do provedor
- Cobranças de bancos correspondentes
- Tarifas da instituição recebedora
A liquidação com stablecoins pode dispensar algumas etapas de bancos correspondentes ao transferir valor por uma blockchain entre os pontos necessários de entrada e saída. A presença de menos instituições intermediárias pode reduzir ou eliminar algumas cobranças de bancos correspondentes e de intermediários, embora o remetente ainda possa pagar uma tarifa ao provedor.
Prestadores de serviços ainda podem ser necessários para converter moeda fiduciária em stablecoins, realizar verificações de compliance, converter as stablecoins de volta em moeda fiduciária e entregar os recursos pelo sistema de pagamento local do destinatário.
Custos cambiais e de conversão de moedas
O uso de uma stablecoin vinculada ao dólar americano pode acrescentar uma conversão em USD a um pagamento entre duas moedas que não sejam o dólar.
Por exemplo, um pagamento pode sair da moeda local do remetente para uma stablecoin vinculada ao USD e, depois, dessa stablecoin para a moeda local do destinatário.
Cada conversão pode ter seu próprio spread cambial e custo de liquidez, de modo que o custo cambial total depende do par de moedas, do valor da transação, da liquidez do mercado e do número de conversões necessárias. Assim, uma rota com stablecoins pode apresentar resultados financeiros diferentes conforme a eficiência da conversão das moedas de entrada e saída.
Custos de on-ramp e off-ramp
Um pagamento que utiliza stablecoins muitas vezes precisa transitar entre moeda fiduciária e stablecoins no início e no fim da rota. O on-ramp converte a moeda fiduciária do remetente em uma stablecoin, enquanto o off-ramp converte a stablecoin na moeda necessária no destino.
Os provedores podem cobrar separadamente por essas conversões ou incluir o custo na cotação oferecida. Ambos os custos precisam ser considerados ao comparar uma rota que utiliza stablecoins com um método de pagamento existente.
Outros custos específicos da rota
Uma rota com stablecoins também pode incluir custos além das próprias conversões de moeda, como:
- Taxas de rede: Pode haver uma taxa de blockchain quando a stablecoin é transferida on-chain.
- Tarifas de pagamento local: Pode haver uma cobrança quando os recursos são entregues ao destinatário por um banco ou sistema de pagamento local.
Alguns provedores incorporam essas cobranças aos seus preços, enquanto outros as apresentam separadamente.
Como a velocidade de liquidação altera os custos e benefícios dos pagamentos
A velocidade de liquidação é uma das principais vantagens potenciais dos pagamentos com stablecoins, mas o resultado depende de qual etapa do pagamento está sendo medida.
Segundo o Conselho de Estabilidade Financeira (Financial Stability Board, FSB), nenhum dos serviços de pagamento B2B da amostra na América Latina e no Caribe anunciava entrega em até uma hora, enquanto 44,5% anunciavam entrega em até um dia útil em 2024.
Esses números refletem estimativas de serviço divulgadas, e não prazos de entrega observados em transações individuais.
A vantagem de velocidade fica mais clara quando as diferentes partes do processo de pagamento e a infraestrutura que as sustenta são consideradas separadamente.
A liquidação on-chain cobre apenas parte do pagamento
Uma stablecoin pode ser liquidada em uma blockchain antes de o pagamento completo ser concluído. Em uma rota de moeda fiduciária para moeda fiduciária, o valor ainda pode precisar passar por várias etapas:
- Aporte de recursos: O remetente fornece a moeda fiduciária de origem.
- Conversão: A moeda fiduciária é convertida em uma stablecoin para a liquidação.
- Liquidação on-chain: A stablecoin é transferida pela blockchain.
- Entrega local: O valor é convertido na moeda de destino e pago ao destinatário.
A entrega de ponta a ponta é a medida mais útil
A velocidade de liquidação faz diferença quando reduz o tempo entre o início do pagamento e a disponibilidade de recursos para uso pelo destinatário. Uma entrega mais rápida de ponta a ponta pode reduzir os recursos imobilizados em trânsito e a necessidade de pré-financiamento, melhorando a eficiência do capital de giro.
Por isso, o FSB mede a velocidade dos pagamentos internacionais pelo momento em que os recursos ficam disponíveis para o destinatário. Uma transação rápida na blockchain só gera esses benefícios econômicos se a rota completa de pagamento também entregar os recursos mais cedo.
A disponibilidade 24/7 pode reduzir intervalos de espera
Ao contrário dos sistemas de pagamento limitados pelo horário bancário, as redes de stablecoins podem continuar liquidando transações à noite, nos fins de semana e nos feriados. Isso pode ajudar empresas que movimentam recursos entre países com fusos horários muito diferentes.
O restante da rota de pagamento, porém, pode não funcionar de forma contínua. Bancos locais, provedores de conversão ou sistemas de pagamento ao destinatário ainda podem impor janelas de processamento, o que pode prolongar o tempo dos recursos em trânsito e reduzir o benefício para o capital de giro da liquidação 24/7.
Ganhos relevantes de velocidade vêm da redução do ciclo completo de pagamento. Uma transação rápida na blockchain ajuda, mas somente se a infraestrutura de pagamento ao redor dela conseguir acompanhar um ritmo semelhante.
Como calcular o ROI dos pagamentos com stablecoins
O ROI de uma rota de pagamento com stablecoins compara o valor mensurável que ela gera com o custo adicional de adotá-la e operá-la, em relação à rota de pagamento internacional que a empresa já utiliza. As duas rotas devem ser avaliadas no mesmo período e com o mesmo volume de pagamentos.
Uma análise de ROI útil tem quatro componentes principais:
Estabeleça a base de comparação dos pagamentos atuais
Comece pela rota de pagamento existente, incluindo todos os custos desde o início do pagamento até a entrega final, além de eventuais custos de liquidez e custos operacionais internos associados ao processo.
A base de comparação deve refletir quanto a empresa gasta atualmente, antes da introdução de qualquer nova infraestrutura. Dados específicos da empresa são mais úteis do que médias do setor, porque os custos e benefícios dos pagamentos variam conforme o corredor, a moeda, o volume e o provedor.
Avalie a rota que utiliza stablecoins com os mesmos critérios
Mantenha duas categorias de custos separadas ao avaliar a rota alternativa:
- Custos totais por transação: Inclua as tarifas e os spreads associados a cada pagamento, conversão e entrega dos recursos ao destinatário. Compare-os diretamente com os custos totais por transação da rota existente.
- Custos de implementação e custos operacionais incrementais: Inclua os custos únicos de integração, configuração e treinamento, além de despesas recorrentes adicionais, como software, custódia ou processos de controle que ainda não estejam incluídos no preço da transação.
Concentre-se nos benefícios mensuráveis
Inclua apenas benefícios que possam ser comprovados com um valor financeiro claro, em vez de presumidos a partir de uma melhoria geral de velocidade ou eficiência. Por exemplo:
- Economia direta nos pagamentos: A diferença entre o custo total da rota existente e o da rota que utiliza stablecoins
- Ganhos de capital de giro: O valor gerado quando uma liquidação mais rápida efetivamente reduz os recursos em trânsito ou os saldos pré-financiados
- Economia operacional: A redução de custos decorrente de diminuições mensuráveis nas investigações de pagamentos, no trabalho de conciliação, no processamento manual ou na gestão de provedores
Outros benefícios, como pagamentos a fornecedores mais rápidos ou acesso a corredores adicionais, podem reforçar a justificativa para a rota com stablecoins. Ainda assim, se o impacto financeiro de um benefício não puder ser avaliado de forma confiável, ele deve ficar fora do cálculo numérico do ROI.
Calcule o benefício líquido e o ROI
Uma estrutura simples é:
- Benefício líquido: Economia direta nos pagamentos + ganhos de capital de giro + economia operacional − custos de implementação e custos operacionais incrementais
- ROI: Benefício líquido ÷ total dos custos de implementação e custos operacionais incrementais × 100
Deduza apenas os custos operacionais incrementais aqui. Não contabilize novamente custos já incluídos no custo total por transação da rota com stablecoins.
Exemplo:
Considere um importador mexicano que paga fornecedores asiáticos. Os valores abaixo são apenas hipóteses ilustrativas e não refletem os preços da VelaFi.
A empresa envia US$12 milhões por ano e atualmente paga um custo total de pagamento de 1,1%, ou US$132.000. Se uma rota que utiliza stablecoins reduzir esse custo para 0,75%, a economia direta anual nos pagamentos será de US$42.000.
Suponha que uma liquidação mais rápida reduza o pré-financiamento necessário em US$150.000. Considerando um custo de capital anual ilustrativo de 8%, isso representa US$12.000 de valor anual em capital de giro. Se a redução de investigações de pagamentos e tarefas de conciliação economizar mais US$6.000, o total de benefícios mensuráveis chegará a US$60.000.
Se a implementação custar US$25.000 e os custos operacionais anuais adicionais forem de US$10.000:
Benefício líquido no primeiro ano: US$60.000 − US$35.000 = US$25.000
ROI no primeiro ano: US$25.000 ÷ US$35.000 × 100 = 71,4%
Como a implementação é um custo único, o retorno melhora nos anos seguintes, quando apenas os US$10.000 de custos operacionais anuais se aplicam.
O prazo de retorno do investimento oferece outra medida útil, porque um percentual de ROI não mostra em quanto tempo o investimento inicial é recuperado. Ele mede o tempo necessário para que os benefícios líquidos acumulados cubram o custo inicial. Neste exemplo, os benefícios líquidos anuais após os custos operacionais são de US$50.000 (US$60.000 − US$10.000), de modo que o custo de implementação de US$25.000 seria recuperado em cerca de seis meses.
O que pode enfraquecer a justificativa de negócio para os pagamentos com stablecoins?
Uma rota de pagamento com stablecoins não é adequada a todas as empresas ou corredores.
As principais limitações incluem:
- Adequação regulatória: As regras sobre stablecoins ainda diferem entre jurisdições. O FSB identificou lacunas e inconsistências significativas na implementação global, de modo que as exigências podem variar entre atividades de pagamento, conversão e custódia.
- Disponibilidade e confiabilidade da rota: Uma rota pode ser inadequada se não conseguir atender de forma consistente à moeda, ao valor da transação, ao mercado de destino ou ao método de pagamento ao destinatário necessários. Uma liquidação rápida não resolve lacunas na cobertura de aporte ou entrega dos recursos.
- Adequação operacional: Os pagamentos com stablecoins ainda precisam funcionar em conjunto com a tesouraria, a contabilidade, as aprovações e a conciliação. Controles adicionais de custódia, autorização, prevenção a fraudes ou tratamento de erros podem aumentar a complexidade.
- Riscos das stablecoins e da infraestrutura: As empresas podem enfrentar riscos relacionados ao emissor, às reservas, à custódia, às contrapartes e à blockchain. O FMI observa que os valores das stablecoins podem sofrer pressão quando a confiança ou a capacidade de resgate enfraquece.
A viabilidade comercial depende de mais do que o ROI. Um método de liquidação mais barato ou mais rápido oferece valor limitado se a rota completa não conseguir atender às exigências regulatórias, operacionais e de risco da empresa.
Como a VelaFi viabiliza rotas de pagamento internacional mais eficientes
A VelaFi reúne várias partes de uma rota de pagamento internacional B2B em uma única camada de infraestrutura, incluindo acesso a meios de pagamento locais, liquidação, compliance e conectividade via API.
Seu foco na América Latina e na Ásia é relevante para empresas que precisam conectar diferentes moedas, sistemas bancários e métodos de pagamento locais.
As stablecoins podem operar na camada de liquidação enquanto as empresas continuam aportando os recursos dos pagamentos e os destinatários recebem moeda fiduciária local. Nas rotas atendidas, os destinatários não precisam manter stablecoins nem usar uma carteira de ativos digitais.
Por meio de uma API unificada e de um painel de gestão, a VelaFi combina:
- Infraestrutura regulatória: A VelaFi opera por meio de uma combinação de autorizações e registros regulatórios próprios e de parcerias com entidades localmente licenciadas e reguladas nos mercados atendidos.
- Sistemas de pagamento locais: Sua infraestrutura se conecta a SPEI, Pix, PSE, Bre-B, ACH, COELSA e outros métodos de pagamento locais, conforme a disponibilidade em cada corredor.
- Conectividade com os mercados locais: A liquidação internacional se conecta à infraestrutura de aporte e entrega de recursos disponível nos mercados atendidos, permitindo que as empresas utilizem métodos de pagamento locais nas duas pontas da transação, quando disponíveis.
- Infraestrutura pronta para desenvolvedores: A VelaFi oferece recursos multimoeda e de tesouraria, além de fluxos de compliance e conciliação, com documentação de API para integrar funções de pagamento aos sistemas financeiros existentes.
- Controles de segurança empresarial: A VelaFi está em conformidade com SOC 2 Type II e possui certificação ISO 27001, acrescentando controles formais de segurança à infraestrutura utilizada em operações de pagamento institucionais.
Para analisar o ROI, a VelaFi deve ser comparada à rota de pagamento de ponta a ponta já utilizada pela empresa, e não apenas ao custo ou à velocidade de uma transferência na blockchain.
Converse com a equipe da VelaFi sobre seus mercados de interesse, moedas, volumes de transação e necessidades de pagamento.
Perguntas frequentes
As empresas precisam manter stablecoins para realizar pagamentos B2B?
Não. Um provedor de pagamentos pode gerenciar a conversão e a camada de liquidação com stablecoins enquanto a empresa aporta os recursos em moeda fiduciária e o destinatário recebe moeda fiduciária local.
Como conciliar pagamentos com stablecoins em um sistema contábil?
Associe cada pagamento à respectiva fatura, ao identificador ou hash da transação, à taxa de câmbio, às tarifas e ao registro final de liquidação em moeda fiduciária. Relatórios do provedor ou dados da API podem vincular a transação na blockchain ao lançamento correspondente no ERP ou no sistema contábil.
Como as empresas devem manter stablecoins para pagamentos?
As empresas que mantêm stablecoins devem usar custódia institucional ou carteiras corporativas com controles, em vez de carteiras pessoais ou de funcionários. Os controles usuais incluem limites de transação, listas de carteiras aprovadas, registros de acesso e permissões separadas para iniciar e aprovar transações.
Quais verificações de prevenção à lavagem de dinheiro se aplicam aos pagamentos empresariais com stablecoins?
Os pagamentos empresariais com stablecoins podem envolver KYB/KYC, verificação de sanções, análise de contrapartes e verificação de endereços na blockchain. Os controles específicos dependem das jurisdições, da estrutura da transação, das contrapartes e dos provedores regulados envolvidos.
Quais controles de aprovação as empresas devem usar para pagamentos com stablecoins?
Os controles de pagamento devem incluir permissões por função, dupla aprovação, limites de transação e listas de beneficiários ou carteiras aprovados. Alterações nos dados de pagamento ou nos endereços de carteira devem exigir verificação separada e uma trilha de auditoria que mostre quem solicitou, aprovou e executou a alteração.
Nota editorial: Este guia é publicado pela VelaFi. As seções educativas descrevem modelos comuns do setor, enquanto os recursos específicos da VelaFi se baseiam nas informações atuais de produto e regulação da empresa. A disponibilidade, as entidades reguladas, os sistemas de pagamento, os preços e os prazos de processamento variam conforme o produto e o corredor.
Fontes:
- Cost Savings and Speed Drive Stablecoin Adoption, EY-Parthenon, 2025
- Anchoring Trust in Money: Innovation Beyond Stablecoins, Bank for International Settlements, 2026
- G20 Roadmap for Cross-Border Payments: Consolidated Progress Report for 2025, Financial Stability Board, 2025
- G20 Targets for Enhancing Cross-Border Payments, Financial Stability Board
- FSB Finds Significant Gaps and Inconsistencies in Implementation of Crypto and Stablecoin Recommendations, Financial Stability Board, 2025
- Understanding Stablecoins, International Monetary Fund, 2025



